domingo, 19 de agosto de 2012



O ARTISTA DA NATUREZA.




Sem medo de ousar o premiado design Luiz Eduardo Miguel Pardo escolheu a Serra da Mantiqueira para buscar inspirações e criar suas peças. Com uma pegada ecológica muito marcante, busca na natureza o que para muitos se trata de descarte e transforma-os em objetos de artes. Sem utilizar pregos ou parafusos se aproveita de encaixes perfeitos e cavilhas resgatando uma técnica antiga e ao mesmo tempo muito complexa. Seu Ateliê apresenta o mesmo esmero e zelo que o artista tem por suas peças, detalhes milimetricamente bem definidos e mostrando uma excelência no acabamento.  



Poema- O Apanhador de Desperdícios (Manoel de Barros) Uso a palavra para compor meus silêncios Não gosto das palavras fatigadas de informar, dou mais respeito às que vivem de barriga no chão tipo água pedra sapo. Entendo bem o sotaque das águas Dou respeito às coisas desimportantes e aos seres desimportantes. Prezo insetos mais que aviões. Prezo a velocidade das tartarugas mais que a dos mísseis. Tenho em mim esse atraso de nascença.Citado pelo artista.






Luiz Eduardo Miguel Pardo ‎ para que constate o quanto é confortável e até de forma subjetiva nos abrace em natural! ela é maravilhosa! não tem um único prego ou parafuso! tudo encaixes cavilhas e cola!








Parafusos não! prego é um crime! os encaixes e no máximo cavilhas em madeira buscam um design natural que tenta imitar os movimentos da natureza, "me lembra algo como se fosse se mover diante de minha audácia". O garfo de feno em aço como assento ficou incrível!!! 


Luiz Eduardo Miguel Pardo
O jogo é encantador! uma quase brincadeira de esconde mostra! luzes e sombras dançam em uma atmosfera de sedução e encantamento no que antes não passaria de um amontoado de gravetos descartados como lenha jogada ao fogo!

Foto: Voando por ai, asas à imaginação em graça e madeiras reaproveitadas! 

Luiz Eduardo Miguel Pardo
Gosto de compartilhar o que minha alma percebe e persiste em dar materialidade.' Matéria prima para uma arte que de verdade nem minha é, arte se há é de uma vida de se viver com o devido respeito ao que merece valor! nosso trabalho tem dever de cumprir parte da magia de alegrar a vida e despertar no simples todo o brilho e especialidade da natureza do que outros as vezes nem percebem, nosso olhar pode sim ajudar como uma luz chamando atenção para os detalhes!










Simples reaproveitamento de resíduos transformado em odorno ao corpo! cobre madeiras e prata