sábado, 27 de agosto de 2011

back2black.....estaçao leopoldina Rio de Janeiro






A centenária Estação Leopoldina abrigará pelo terceiro ano consecutivo o Back2Black Festival. Localizada no coração do Rio de Janeiro, ela segue confirmando sua vocação artística e irá receber três dias de muita música, artes visuais e debates sobre temas variados, que estão na ordem do dia.

A estação faz parte do antigo terminal ferroviário Barão de Mauá e foi inaugurada no fim do século XIX. Após fazer parte do cotidiano carioca por mais de 100 anos, foi desativada em 2004. Desde então, o local é administrado pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro. Além das duas primeiras edições do B2B, nos últimos anos, a gare da Leopoldina sediou diversos espetáculos e eventos, como a versão carioca da famosa feira Comicon.

No B2B 2011, a estação receberá intervenções artísticas d’Os Gêmeos e shows doPalco Estação Oi. Já a parte externa apresentará o Palco Circo e o Palco Compacto Petrobras.

O B2B 2011 caprichou no figurino e vai deixar a Estação da Leopoldina ainda mais atraente. Nesta edição, quem está responsável pela direção de arte do evento é a duplaOs Gêmeos. Os irmãos paulistas, Gustavo e Otávio Pandolfo, vão customizar a Leopoldina com intervenções inéditas e mostrar porque são nomes cada vez mais valorizados na arte mundial. A obra deles é marcada tanto pelo aspecto lúdico e onírico quanto por uma faceta politizada, repleta de consciência social. Os rapazes já atuaram na Argentina, Cuba, China, Japão, Itália, Grécia, Estados Unidos e Espanha, entre outros países. Trabalhos do duo podem ser vistos no Castelo de Kelburn, na Escócia, e na Tate Gallery, em Londres.

Além do grafite, Os Gêmeos já fizeram diversas exposições e instalações. E para enriquecer ainda mais o B2B 2011, eles trazem também o Lost Art, união de Ignacio Aronovich e Louise Chin. Eles formam o coletivo de arte, fotografia e comportamento que realiza pesquisas de tendências, gravações de competições extremas como Race Across America e exposições. Em 2005, publicaram o livro “Grafitti Brasil” pela Thames & Hudson, de Londres.


Já a cenografia do B2B 2011 será assinada por Sérgio Marimba. O artista plástico e cenógrafo começou a carreira no início da década de 80, no universo carnavalesco. Trabalhou na elaboração de estruturas de metal para alegorias de escolas de samba como Mocidade Independente de Padre Miguel, Estácio de Sá e União da Ilha. Recebeu os prêmios Mambembe e Rio Dança, em 1998, mesmo ano que participou como cenógrafo convidado no Oerol Festival, na Holanda. Hoje é um dos mais requisitados do teatro brasileiro.

O Festival Back2Black abriu os trabalhos com um debate sem fronteiras. Na Estação Leopoldina, no Rio de Janeiro, a mediadora Alexandra Lucas Coelho e Jamila Raqib, diretora executiva do Albert Einstein Institution, e o público conectaram-se, em tempo real, com Wael Ghonim, direto de Dubai. O tema era Democratização, Não Violência e Mídias Sociais e disso os debatedores entendem.

Conferência: Democratização, não violência e mídias sociais Wael Ghonim (via satélite) · Jamila Raqib Mediador: Alexandra Lucas Coelho

Ghonim foi um dos principais líderes das manifestações populares que derrubaram a ditadura de Hosni Mubarak, no Egito. Ele trabalhava para o Google, em Dubai, quando soube da morte do jovem Khaled Said pela polícia de Alexandria, em 2010, e criou então a página no Facebook We Are All Khaled Said (Somos todos Khaled Said, em português), que ganhou a adesão de milhares de pessoas. Com o uso das mídias sociais, ele convocou uma manifestação na Praça Tahrir, centro do Cairo, e por fim, mais de 12 milhões foram às ruas e tiraram o ditador Mubarak do poder.

Por causa do fuso horário, Ghonim começou a responder as questões propostas pela mediadora. ‎”A intenção era oferecer uma alternativa para informar as pessoas, dar voz a elas e romper o medo”, disse Ghonim sobre a criação da página no Facebook. ‎”Um evento foi criado para ver se conseguiríamos seguir o exemplo da Tunísia, que tinha derrubado o regime opressor de Ben Ali”, explicou.

Jamila Raqib é diretora executiva da Albert Einstein Institution (órgão fundado por Gene Sharp), especialista em estratégias e métodos de resistência não violenta. Ela foi responsável por supervisionar o minucioso trabalho de tradução do principal livro de Sharp, “Da Ditadura à Democracia”, para mais de 25 idiomas. Para ela os desafios estão em, não só enfraquecer uma ditadura, mas fortalecer o povo, para que ele tenha condições de resistir e, assim, se dê início a uma democracia durável, protegida contra golpes de estado.



Jamila reforçou também a importância de uma revolução sem um único líder, como ocorreu na Tunísia e no Egito e Ghonim completou: “o líder é a causa”. Apesar de ele ser um dos rostos da revolução egípcia, explicou que o objetivo em comum tinha inúmeros facilitadores.

Ghonim defende que a contribuição nas redes, a partir do modelo 2.0 de web colaborativa, é base da ONG que ele criou, pois, se um conteúdo faz sentido para uma pessoa, várias podem compartilhar e difundir o pensamento. Este é um exemplo do que Jamila entende como ações não violentas, que consistem na capacidade de discordar. “A não cooperação corta as forças do opressor, que se baseia na obediência”, explica.

Ela opinou também sobre a intervenção de estrangeiros na luta um país, dizendo que, muitas vezes, outros governos não entendem completamente a realidade de um país e só a própria sociedade saberia se organizar para mudar sua situação.

Para Ghonim, a colaboração nas mídias sociais roubou o microfone e os veículos tradicionais não são mais a única voz. Jamila concorda, mas reforça que as mídias devem ser usadas, mas as pessoas não devem confiar apenas nelas, pois há a monitoração desses meios por parte dos governos, em todo o mundo. Sobre a onda de atentados em Londres, no mês de agosto, em que as autoridades cogitaram controlar as redes sociais, e a revolução no Egito, onde isso de fato ocorreu, Ghonim explica que a atitude apenas demonstra que os governos temem a voz que a sociedade tem.

Para encerrar, Wael Ghonim afirmou que as regras do jogo estão mudando e a bola da vez está nas mãos dos cidadãos. “A mídia mainstream não é mais mainstream”, defendeu.

Programação Back2Black Festival 2011
Programação Back2Black Festival 2011

Programação Back2Black Festival 2011

Programação Back2Black Festival 2011





Programação Back2Black Festival 2011 Programação Back2Black Festival 2011
Asa Nicolas krassik

Programação Back2Black Festival 2011 Programação Back2Black Festival 2011 Macy gray


Programação Back2Black Festival 2011 Programação Back2Black Festival 2011
Chaka khan Aloe blacc


jorge ben jor


fonte :site black2black

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